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Unicef estima que 3,9 milhões de crianças estão em áreas afetadas por terremotos na Venezuela

Cerca de 3,9 milhões de crianças e adolescentes vivem em regiões impactadas pelos recentes terremotos na Venezuela, segundo o Unicef. A organização busca atender as necessidades urgentes da população.
Foto: G1

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou que aproximadamente 3,9 milhões de crianças e adolescentes residem em áreas afetadas pelos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira, 24 de junho. A organização alerta que milhares de famílias continuam em situação de vulnerabilidade devido aos danos causados pelos tremores e à possibilidade de novos abalos.

Os terremotos impactaram a capital, Caracas, e os estados de Aragua, Carabobo, Falcón, La Guaira e Miranda. De acordo com o Unicef, dezenas de edifícios desabaram, resultando em vítimas, incluindo crianças.

Catherine Russell, diretora executiva do Unicef, comentou sobre a gravidade da situação:

As imagens que estamos vendo da Venezuela e os relatos que ouvimos de nossos colegas em campo são devastadores. À medida que a dimensão dos danos se torna mais clara, a segurança, a proteção e o bem-estar das crianças devem permanecer no centro da resposta.

A organização está colaborando com autoridades locais e parceiros para identificar as necessidades mais urgentes da população afetada. O foco é ampliar o acesso a serviços essenciais, como atendimento médico, proteção, apoio psicossocial, água potável e espaços seguros.

Antes dos terremotos, o Unicef já havia lançado um apelo humanitário para a Venezuela em 2026, com um valor de US$ 137,6 milhões. Até o momento dos tremores, apenas 35% desse valor havia sido arrecadado.

Letizia, especialista em parcerias do Unicef, compartilhou sua experiência durante os tremores, ressaltando a preocupação com suas filhas.

Quando consegui voltar para casa, o impacto foi muito grande. Felizmente, encontrei minhas filhas. Elas estavam sãs e salvas. Mas nem todos os pais tiveram a mesma sorte. Há crianças que perderam seus pais. O cenário é muito difícil e acredito que estamos vendo apenas a ponta do iceberg.

Ela enfatizou a importância de fornecer serviços básicos que podem salvar vidas, como saúde, água e saneamento, e destacou a necessidade de as crianças retornarem a ambientes seguros e acolhedores, onde possam reencontrar seus amigos e retomar suas rotinas.

As operações de resgate continuam em áreas como Caraballeda, no estado de La Guaira, onde voluntários buscam sobreviventes entre os escombros.

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