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Jaques Wagner busca apoio de Lula para manter liderança no Senado

Jaques Wagner, líder do governo no Senado, viaja a Brasília para tentar convencer Lula a mantê-lo no cargo até o recesso de julho, apesar de investigações em curso.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), chega a Brasília nesta quarta-feira (24) com a missão de convencer o presidente Lula (PT) a mantê-lo na liderança até pelo menos o início do recesso, marcado para 19 de julho.

Wagner, que enfrenta a possibilidade de afastamento, defende sua inocência em relação às acusações de que teria atuado em favor do Banco Master no Congresso. Ele argumenta que sua saída do cargo não é justificada neste momento e que isso poderia prejudicar a campanha de reeleição de Lula na Bahia.

Apesar das tentativas de Wagner, auxiliares de Lula afirmam que o presidente deseja que ele se afaste do cargo. Caso isso não ocorra, Lula se verá obrigado a tomar essa decisão.

A expectativa é que Lula e Wagner se encontrem nesta quarta-feira, mas até a noite de terça (23), a conversa ainda não estava agendada. Wagner também manifestou a intenção de manter os questionamentos judiciais sobre a operação que o investigou.

Aliados do senador afirmam que ele acredita que Lula está sendo mal assessorado pela Polícia Federal. Wagner já apresentou um recurso ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedindo a anulação da decisão que autorizou a busca e apreensão em endereços relacionados a ele.

Wagner também lembra a longa amizade que mantém com Lula, que dura mais de 48 anos, como um fator que pode ajudá-lo a permanecer no cargo.

Na semana passada, ministros e aliados de Lula iniciaram uma operação para convencer Wagner a deixar a liderança. Lula considera a permanência de Wagner na função insustentável, mas espera que a decisão de se afastar parta do próprio senador.

Após a operação da PF, a avaliação no governo é de que é necessário proteger o presidente e encerrar rapidamente essa discussão, que interrompeu uma sequência de notícias positivas para Lula.

Em meio a suspeitas de que Wagner recebeu valores relacionados ao Banco Master, o senador destacou em entrevista que Lula confia em sua integridade, mencionando que o presidente o contatou para expressar solidariedade.

A defesa de Jaques Wagner solicitou ao STF a anulação das buscas realizadas pela PF, argumentando que não houve atuação para beneficiar o Banco Master e que os valores apreendidos têm origem lícita.

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