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Maio Laranja: Profissionais discutem sinais de abuso infantil

Durante o Maio Laranja, advogada e fisioterapeuta discutem a importância de identificar sinais de abuso e a necessidade de apoio às vítimas, enfatizando que muitos casos ocorrem no ambiente familiar.
Foto: Diariodosertao

No mês de Maio Laranja, que visa combater a exploração e o abuso sexual de crianças e adolescentes, o programa Bio News abordou a proteção dos menores em uma entrevista com a advogada Fernanda Abreu e a fisioterapeuta Losiane Radaelli. Ambas as profissionais discutiram os desafios de reconhecer a violência e oferecer suporte às vítimas, ressaltando que a maioria dos abusos acontece dentro do ambiente familiar ou entre pessoas próximas.

Fernanda Abreu destacou a relação de proximidade entre a vítima e o agressor, afirmando que muitos abusos são cometidos por indivíduos que têm acesso à casa e conquistaram a confiança da família. Essa situação cria um ambiente propício para o criminoso e gera um clima de medo e vergonha que dificulta a denúncia por parte da criança ou adolescente.

A advogada enfatizou a importância de quebrar o silêncio através da informação e da união da sociedade.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) determina que a família, a sociedade e o Estado têm o dever de proteger os menores. Toda suspeita, por menor que seja, deve ser investigada pelas autoridades competentes — afirmou, lembrando que denúncias anônimas podem ser feitas pelo Disque 100.

Losiane Radaelli, por sua vez, abordou como a violência oculta no ambiente familiar se manifesta fisicamente. Ela explicou que o trauma psicológico pode se refletir em dores persistentes, tensões musculares e alterações de comportamento.

Corpo, mente e alma trabalham juntos. A criança ou o adolescente pode apresentar apatia, agressividade e alterações no sono ou no apetite

, alertou.

Ambas as profissionais concordaram que a recuperação de uma vítima é um processo longo que requer uma rede de apoio multidisciplinar, incluindo médicos, psicólogos e educadores. O acolhimento familiar, baseado no afeto e na escuta, é fundamental para o processo de recuperação.

A mensagem central das entrevistadas é clara: a proteção de crianças e adolescentes é uma responsabilidade coletiva. Estar atento às mudanças de comportamento e não silenciar diante de suspeitas são ações essenciais para garantir a segurança dos menores.

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