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Câmara aprova pacote de benefícios a partidos sem discussão prévia

A votação de um pacote de benefícios a partidos na Câmara ocorreu com apenas duas horas de antecedência, desconsiderando promessas de maior transparência feitas por Hugo Motta durante a campanha.
Foto: Simoneduarte

A proposta que oferece um pacote de benefícios a partidos foi aprovada na Câmara com apenas duas horas de diferença entre sua inclusão na pauta e a votação simbólica. A estratégia de votação rápida visou minimizar a resistência, já que não houve discussão no plenário.

Hugo Motta, que assumiu a presidência da Câmara após Arthur Lira, havia prometido que não adotaria mais essa prática, garantindo que os projetos seriam definidos em comum acordo com os líderes partidários. A intenção era proporcionar maior previsibilidade nas votações.

Em dezembro, uma coalizão de especialistas e organizações da sociedade civil apresentou uma proposta para incluir essa promessa no Regimento Interno da Câmara. O documento, assinado por pelo menos 20 entidades, sugere a divulgação da pauta com antecedência de uma semana e a apresentação dos projetos com, no mínimo, 24 horas de antecedência.

Representantes da coalizão tentaram entregar a proposta diretamente a Motta, mas ele não os recebeu, enviando um assessor que informou que a mudança no regimento interno dependeria do apoio dos partidos.

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