As autoridades dos Estados Unidos implementaram sanções contra doze pessoas e duas empresas mexicanas associadas ao Cartel de Sinaloa, uma das principais organizações envolvidas no tráfico de fentanil. O anúncio foi feito pelo Departamento do Tesouro, através do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC).
O Cartel de Sinaloa é um rival histórico do Cartel Jalisco Nueva Generação (CJNG), liderado por Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho. As sanções visam duas redes criminosas acusadas de tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e utilização de criptomoedas para movimentar recursos do narcotráfico.
Entre os principais alvos das sanções está Armando de Jesús Ojeda Avilés, que é acusado de liderar um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao tráfico de fentanil, cocaína e metanfetamina. Segundo as autoridades, ele gerenciava a coleta de dinheiro nos EUA e convertia esses valores em criptomoedas para enviar ao cartel no México.
Ojeda Avilés assumiu o comando financeiro da facção após a morte de Mario Alberto Jiménez Castro, conhecido como El Kastor. Outros indivíduos sancionados incluem Jesús Alonso Aispuro Félix, operador financeiro especializado em transferências via criptoativos, e Rodrigo Alarcón Palomares, responsável por arrecadar recursos do narcotráfico nos EUA.
Além das pessoas, o OFAC também incluiu na lista de bloqueios a empresa de segurança mexicana Grupo Especial Mamba Negra e o restaurante Gorditas Chiwas, ambos associados a Alfredo Orozco Romero, aliado de Ojeda Avilés.
As sanções também afetam a organização de Jesús González Peñuelas, conhecido como Chuy González, que atua no tráfico de heroína, metanfetamina, cocaína e fentanil desde 2007. O governo dos EUA já oferecia uma recompensa de cinco milhões de dólares por informações que levassem à sua prisão. Recentemente, ele foi enquadrado sob normas antiterrorismo após a classificação do Cartel de Sinaloa como Organização Terrorista Estrangeira.
As sanções resultam no congelamento de bens e ativos dos envolvidos nos Estados Unidos, além de proibir qualquer transação financeira com cidadãos, empresas ou instituições americanas.