Os Estados Unidos apresentaram acusações criminais contra Raúl Castro, ex-presidente de Cuba e irmão de Fidel Castro, por homicídios e outros crimes. As acusações incluem quatro homicídios, dois crimes de destruição de aeronave e um crime de conspiração para matar cidadãos americanos.
As acusações referem-se a um incidente de fevereiro de 1996, quando dois aviões civis do grupo Brothers to the Rescue foram derrubados. Na época, Raúl Castro ocupava o cargo de ministro da Defesa, enquanto Fidel Castro ainda liderava o país.
Os aviões pertenciam a um grupo de cubanos anticastristas exilados nos EUA, e todos os quatro tripulantes morreram, incluindo três cidadãos americanos. Além de Raúl Castro, outras cinco pessoas foram denunciadas pelos mesmos crimes.
As possíveis penas para Raúl Castro e os outros acusados incluem a pena de morte ou prisão perpétua por homicídio, prisão perpétua por conspiração para matar cidadãos americanos e até cinco anos de prisão por cada aeronave destruída.
O incidente ocorreu em 24 de fevereiro de 1996, quando a Força Aérea Cubana abateu os aviões sobre o Caribe. O grupo Brothers to the Rescue realizava voos para localizar cubanos tentando deixar a ilha em embarcações precárias, especialmente durante a crise econômica dos anos 1990.
O governo cubano justificou o abate alegando violação do espaço aéreo, enquanto a Organização da Aviação Civil Internacional afirmou que o ataque ocorreu em águas internacionais. As famílias das vítimas processaram o governo cubano e receberam uma indenização em 1997.
Desde a captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, os EUA têm pressionado Cuba a implementar reformas. O governo cubano rejeita essas exigências, argumentando sobre sua soberania nacional, enquanto os EUA impuseram um embargo petrolífero que agravou a crise energética em Cuba.