Uma nova pesquisa indica que a vitamina D pode desempenhar um papel na prevenção da progressão da pré-diabetes para diabetes tipo 2, mas essa eficácia parece estar ligada a variações genéticas específicas. O estudo, publicado na revista JAMA Network Open, aponta que, no futuro, testes genéticos poderão ser utilizados para oferecer cuidados médicos mais individualizados a adultos com alto risco de desenvolver a doença.
Os pesquisadores analisaram dados do estudo D2d, um extenso ensaio clínico realizado em diversos centros nos Estados Unidos. A investigação envolveu a administração de 4 mil unidades internacionais (UI) de vitamina D diariamente a mais de 2 mil adultos com pré-diabetes, em comparação com um grupo que recebeu um placebo. O objetivo era verificar se uma dose elevada de vitamina D poderia diminuir a probabilidade de esses indivíduos, considerados de alto risco, desenvolverem diabetes.
A autora principal do estudo, Bess Dawson-Hughes, cientista sênior do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, destacou a importância dos resultados:
A vitamina D ainda poderia beneficiar algumas pessoas? A diabetes tem muitas complicações graves que se desenvolvem lentamente ao longo dos anos. Se conseguirmos atrasar o período em que uma pessoa viverá com diabetes, podemos evitar alguns desses efeitos prejudiciais ou reduzir sua gravidade.
Os pesquisadores também buscaram entender se as diferenças genéticas no receptor de vitamina D poderiam explicar por que algumas pessoas se beneficiam do nutriente, enquanto outras não. As células produtoras de insulina no pâncreas possuem receptores de vitamina D, sugerindo que essa vitamina pode influenciar a liberação de insulina e o controle dos níveis de açúcar no sangue.