Uma nova pesquisa oferece insights sobre as dificuldades enfrentadas por pessoas com diabetes tipo 2 para controlar os níveis de açúcar no sangue. Realizado por pesquisadores da Universidade de Lund, na Suécia, o estudo foi publicado na revista científica Nature Metabolism. Os cientistas focaram nas células do pâncreas, que são responsáveis pela produção de hormônios reguladores da glicose.
Os resultados indicam que, em indivíduos com diabetes tipo 2, essas células apresentam mudanças internas que podem comprometer a produção de insulina, contribuindo para o descontrole dos níveis de açúcar no sangue.
A pesquisa concentrou-se em dois tipos de células: as beta e as alfa. As células beta são responsáveis pela produção de insulina, que ajuda a remover o açúcar do sangue e a transportá-lo para as células, onde é utilizado como energia. Por outro lado, as células alfa produzem glucagon, que aumenta a glicose no sangue quando o corpo necessita de energia, como durante o jejum.
Em indivíduos saudáveis, essas funções operam em equilíbrio. No entanto, na diabetes tipo 2, esse sistema começa a falhar. Os pesquisadores notaram que as células que controlam a glicose apresentavam alterações em um tipo de 'sistema de comando' do DNA.
Embora todas as células do corpo compartilhem o mesmo DNA, elas não ativam todos os genes simultaneamente. Cada tipo de célula ativa apenas os genes necessários para desempenhar sua função, um processo regulado pelo epigenoma, que atua como um conjunto de marcações que determina quais partes do DNA devem ser ativadas ou desativadas.
No estudo, os cientistas descobriram que essas marcações estavam alteradas nas células de pessoas com diabetes tipo 2, o que pode impactar genes cruciais para a produção de insulina e glucagon.