A disseminação de informações falsas é um fenômeno antigo, mas a rapidez e o alcance das redes sociais intensificaram esse problema, tornando-o um dos principais desafios da atualidade. Acreditar em fake news não se resume apenas à falta de informação; envolve uma complexa interação de fatores psicológicos, emocionais e tecnológicos que afetam indivíduos de diferentes perfis.
Rafiza Varão, professora e pesquisadora em desinformação na Universidade de Brasília (UnB), destaca que um dos mecanismos centrais que impulsionam esse fenômeno é o viés de confirmação. Segundo ela,
temos tendência a acreditar naquilo que confirma o que já acreditamos
. Essa predisposição pode levar as pessoas a aceitarem informações que reforçam suas crenças pré-existentes.
Além disso, Patrícia Medeiros de Lima, professora dos cursos de Comunicação da Universidade Católica de Brasília (UCB), aponta que outros processos mentais também desempenham um papel crucial. Ela afirma que
informações repetidas passam a parecer verdadeiras, independente de sua veracidade
, o que contribui para a perpetuação da desinformação.