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PL solicita suspensão da diplomação de Edvaldo Neto após operação da PF

O Partido Liberal (PL) na Paraíba anunciou que vai solicitar à Justiça Eleitoral a suspensão da diplomação do prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), afastado após a deflagração da “Operação Cítrico“, da P.....
Foto: Fonte83

O Partido Liberal (PL) na Paraíba anunciou que vai solicitar à Justiça Eleitoral a suspensão da diplomação do prefeito eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), afastado após a deflagração da “Operação Cítrico“, da Polícia Federal (PF), nesta terça-feira (14). O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa que reuniu o senador Efraim Filho, o deputado estadual licenciado George Morais, os ex-candidatos Walber Virgolino e Morgana Maceno, além do advogado do partido, Saul Barros.

Segundo o grupo, a estratégia jurídica do PL inclui o uso de ações já protocoladas na Justiça Eleitoral para embasar o pedido de suspensão da diplomação e posse dos eleitos no pleito suplementar.

Bem, como eu já tinha falado anteriormente, a decisão judicial de afastamento do prefeito Edvaldo precisa ser comunicada à Câmara Municipal de Cabedelo para que, após isso, a Câmara possa deliberar e dar posse interinamente ao presidente da Câmara, o vereador Pereira. Antes disso, a gente não pode falar e se falar aqui a gente vai estar conjecturando. Então a gente precisa primeiro que essa decisão seja comunicada. Após isso, vai haver essa posse, da mesma forma tal qual aconteceu com Edvaldo. O Pereira vai ser prefeito interino. Então, como o senador Efraim bem falou, nós vamos agir, todo o jurídico do PL, no sentido de levantar, apontar tudo isso que já foi apontado, mas de forma bem destacada para que o Tribunal Regional Eleitoral suspenda a diplomação e posse dos eleitos nessa eleição — explicou.

O advogado do PL, Saul Barros, afirmou que o partido já havia ingressado com ações eleitorais apontando supostas irregularidades no processo, incluindo denúncias de aliciamento de eleitores.

“E como o senador Efraim bem disse, o PL está agindo. Nós já propusemos três AIJEs durante o processo eleitoral. A última AIJE proposta no sábado antes da eleição, na qual, dos 13 alvos da investigação de hoje, cinco foram citados. Desses 13 inclusive, nós temos secretários da prefeitura municipal de João Pessoa que também foram alvo hoje da operação. O que demonstra que o pano de fundo continua o mesmo, mudaram os atores, mas a ORCRIM continua agindo, o aliciamento ilícito de eleitores continua agindo com finalidade de perpetuação do mesmo grupo no poder”, argumentou.

A Operação Cítrico foi deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta terça-feira e investiga um suposto esquema de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e possível financiamento de organização criminosa em Cabedelo.

De acordo com a PF, o esquema envolveria a contratação fraudulenta de empresas ligadas ao fornecimento de mão de obra, com suspeita de vínculo com a facção “Tropa do Amigão”, apontada como braço do Comando Vermelho. As investigações indicam a infiltração de integrantes da organização criminosa na administração municipal e o uso de contratos públicos para influência política e movimentação de recursos.

A operação também aponta a existência de um grupo formado por agentes políticos, empresários e integrantes do crime organizado, com contratos que podem alcançar até R$ 270 milhões. Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão, além de afastamentos de agentes públicos, em ação conjunta da Polícia Federal, Ministério Público da Paraíba (GAECO) e Controladoria-Geral da União (CGU).

As investigações seguem sob sigilo judicial.

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