O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa a forma de escolha do novo governador do Rio de Janeiro, após a condenação do ex-governador Cláudio Castro. O ministro Luiz Fux votou contra a realização de eleições diretas, defendendo que a escolha deve ser feita por meio de votação indireta pelos deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Fux argumentou que a condenação de Castro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) justifica a necessidade de uma eleição indireta para o cargo interino. Ele também destacou que as eleições gerais para o governo estadual estão programadas para outubro deste ano, afirmando que convocar a população para duas eleições em um curto espaço de tempo seria inviável e custoso para a Justiça Eleitoral.
Com o voto de Fux, o placar do julgamento está empatado em 1 a 1, uma vez que o relator do caso, ministro Cristiano Zanin, já havia votado a favor das eleições diretas. Zanin considerou a renúncia de Castro, ocorrida um dia antes do julgamento, como uma tentativa de evitar a convocação de eleições populares.
O PSD, que recorreu ao STF, defende a realização de eleições diretas para o comando interino do estado, uma vez que a linha sucessória está comprometida. O ex-vice-governador Thiago Pampolha deixou o cargo em 2025, e o próximo na linha sucessória, o presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, foi cassado na mesma decisão do TSE que condenou Castro.
Atualmente, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto de Castro, ocupa interinamente o cargo de governador. Após a decisão do STF, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio ou a Alerj será responsável por convocar as eleições para o mandato-tampão.
Se o Supremo decidir a favor das eleições diretas, ainda restará definir se o novo governador ficará no cargo até o fim do ano ou por um mandato de quatro anos, considerando a proximidade das eleições gerais.