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Conversa entre Trump e chefe da Otan destaca críticas a aliados europeus

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, relatou uma conversa franca com Trump, que expressou descontentamento com a colaboração dos aliados europeus na defesa. A Casa Branca também criticou a aliança.
Foto: G1

O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que teve uma conversa "franca e aberta" com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual o republicano manifestou sua decepção em relação aos aliados europeus. O encontro ocorreu na Casa Branca, a portas fechadas.

Rutte destacou que a maioria dos países europeus tem colaborado com a aliança em questões como bases, logística e sobrevoos, conforme relatado em entrevista à CNN Internacional após a reunião.

A Otan, uma aliança militar composta por mais de 30 países, incluindo os EUA e várias nações europeias, tem os Estados Unidos como um de seus principais pilares desde sua fundação em 1949. Trump, no entanto, tem pressionado por um maior comprometimento financeiro e operacional dos aliados.

Em 2025, os membros da Otan concordaram em aumentar significativamente os gastos com defesa, estabelecendo metas até 2035.

Além disso, Trump está considerando medidas para punir países da Otan que não apoiaram os EUA na guerra contra o Irã, conforme revelado pelo jornal The Wall Street Journal. O plano inclui a possibilidade de transferir tropas americanas para países que demonstraram apoio, como Polônia, Romênia, Lituânia e Grécia.

A Casa Branca, horas antes do encontro entre Rutte e Trump, criticou a Otan, alegando que a aliança não apoiou os Estados Unidos durante a guerra contra o Irã. A secretária de imprensa, Karoline Leavitt, afirmou que a Otan "falhou" em suas obrigações.

Leavitt também mencionou que a possibilidade de uma retirada dos Estados Unidos da aliança já foi discutida por Trump e poderia ser abordada na reunião com Rutte.

Antes do encontro, Rutte conversou com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, sobre operações militares contra o Irã, a guerra na Ucrânia e a necessidade de uma melhor coordenação entre os aliados da Otan.

Rutte espera usar sua relação pessoal com Trump para amenizar as críticas do presidente à aliança. Trump já elogiou Rutte em diversas ocasiões, mas continua a criticar a falta de apoio dos países europeus na ofensiva contra o Irã.

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