A Anvisa aprovou uma nova indicação terapêutica para o medicamento Enhertu (trastuzumabe deruxtecana), utilizado no tratamento do câncer de mama. A decisão amplia o uso da terapia para pacientes adultos com câncer de mama HER2-positivo que, mesmo após o tratamento realizado antes da cirurgia e a retirada do tumor, ainda apresentam sinais da doença.Segundo a agência, a nova indicação é destinada a pacientes com doença invasiva residual após terem recebido tratamento com trastuzumabe, com ou sem pertuzumabe, associado à quimioterapia baseada em taxanos. Leia também SaúdePesquisa descobre proteína que ajuda o câncer de mama a se espalhar SaúdeBactéria da gengiva pode favorecer câncer de mama, diz estudo SaúdeDiagnóstico precoce do câncer de mama é decisivo. Conheça os sintomas SaúdeBrócolis ajuda na prevenção do câncer de mama, diz estudo de Harvard Na prática, o medicamento poderá ser utilizado mais cedo no tratamento de um grupo de pacientes que continua apresentando células cancerígenas após a cirurgia. O objetivo é diminuir as chances de a doença voltar no futuro.O Enhertu é administrado por infusão na veia e foi desenvolvido para reconhecer as células do câncer que apresentam a proteína HER2, levando o tratamento diretamente até elas.De acordo com a Anvisa, o câncer de mama é o tipo de câncer mais diagnosticado no mundo e a principal causa de morte por câncer entre mulheres. No Brasil, são estimados mais de 70 mil novos casos por ano.Entre 10% e 19% dos tumores de mama apresentam excesso da proteína HER2, característica associada a uma forma mais agressiva da doença.16 imagensFechar modal.1 de 16Câncer de mama é uma doença caracterizada pela multiplicação desordenada de células da mama causando tumor. Apesar de acometer, principalmente, mulheres, a enfermidade também pode ser diagnosticada em homensSakan Piriyapongsak / EyeEm/ Getty Images2 de 16Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), há vários tipos de câncer de mama. Alguns têm desenvolvimento rápido, enquanto outros crescem lentamente. A maioria dos casos, quando tratados cedo, apresentam bom prognósticoScience Photo Library – ROGER HARRIS/ Getty Images3 de 16Não há uma causa específica para a doença. Contudo, fatores ambientais, genéticos, hormonais e comportamentais podem aumentar o risco de desenvolvimento da enfermidade. Além disso, o risco aumenta com a idade, sendo comum em pessoas com mais de 50 anosJupiterimages/ Getty Images4 de 16Apesar de haver chances reais de cura se diagnosticado precocemente, o câncer de mama é desafiador. Muitas vezes, leva a força, os cabelos, os seios, a autoestima e, em alguns casos, a vida. Segundo o Inca, a enfermidade é responsável pelo maior número de óbitos por câncer na população feminina brasileirawera Rodsawang/ Getty Images5 de 16Os principais sinais da doença são o aparecimento de caroços ou nódulos endurecidos e geralmente indolores. Além desses, alteração na característica da pele ou do bico dos seios, saída espontânea de líquido de um dos mamilos, nódulos no pescoço ou na região das axilas e pele da mama vermelha ou parecida com casca de laranja são outros sintomasBoy_Anupong/ Getty Images6 de 16O famoso autoexame é extremamente importante na identificação precoce da doença. No entanto, para fazê-lo corretamente é importante realizar a avaliação em três momentos diferentes: em frente ao espelho, em pé e deitadaAnnette Bunch/ Getty Images7 de 16Faça o autoexame. Em frente ao espelho, tire toda a roupa e observe os seios com os braços caídos. Em seguida, levante os braços e verifique as mamas. Por fim, coloque as mãos apoiadas na bacia, fazendo pressão para observar se existe alguma alteração na superfície dos seiosMetrópoles 8 de 16A palpação de pé deve ser feita durante o banho com o corpo molhado e as mãos ensaboadas. Para isso, levante o braço esquerdo, colocando a mão atrás da cabeça. Em seguida, apalpe cuidadosamente a mama esquerda com a mão direita. Repita os passos no seio direitoMetrópoles 9 de 16A palpação deve ser feita com os dedos da mão juntos e esticados, em movimentos circulares em toda a mama e de cima para baixo. Depois da palpação, deve-se também pressionar os mamilos suavemente para observar se existe a saída de qualquer líquidoSaran Sinsaward / EyeEm/ Getty Images10 de 16Por fim, deitada, coloque a mão esquerda na nuca. Em seguida, com a mão direita, apalpe o seio esquerdo verificando toda a região. Esses passos devem ser repetidos no seio direito para terminar a avaliação das duas mamasFG Trade/ Getty Images11 de 16Mulheres após os 20 anos que tenham casos de câncer na família ou com mais de 40 anos sem casos de câncer na família devem realizar o autoexame da mama para prevenir e diagnosticar precocemente a doençaAlexanderFord/ Getty Images12 de 16O autoexame também pode ser feito por homens, que apesar da atipicidade, podem sofrer com esse tipo de câncer, apresentando sintomas semelhantesSCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images13 de 16De acordo com especialistas, diante da suspeita da doença, é importante procurar um médico para dar início a exames oficiais, como a mamografia e análises laboratoriais, capazes de apontar a presença da enfermidade andresr/ Getty Images14 de 16É importante saber que a presença de pequenos nódulos na mama não indica, necessariamente, que um câncer está se desenvolvendo. No entanto, se esse nódulo for aumentando ao longo do tempo ou se causar outros sintomas, pode indicar malignidade e, por isso, deve ser investigado por um médicoWestend61/ Getty Images15 de 16O tratamento do câncer de mama dependerá da extensão da doença e das características do tumor. Contudo, pode incluir cirurgia, radioterapia, quimioterapia, hormonioterapia e terapia biológica Peter Dazeley/ Getty Images16 de 16Os resultados, porém, são melhores quando a doença é diagnosticada no início. No caso de ter se espalhado para outros órgãos (metástases), o tratamento buscará prolongar a sobrevida e melhorar a qualidade de vida do pacienteBurak Karademir/ Getty ImagesMesmo com os tratamentos atuais, parte das pacientes ainda apresenta doença residual após a cirurgia. Segundo a agência, até 25% delas podem ter uma recidiva ao longo dos 10 anos seguintes.A aprovação da nova indicação foi baseada em estudos que demonstraram benefício para as pacientes. Segundo a Anvisa, o tratamento reduziu em 53% o risco de recorrência do câncer invasivo ou de morte, além de aumentar o tempo em que as pacientes permaneceram livres da doença.A nova indicação vale apenas para o grupo de pacientes definido na aprovação da agência e a utilização do medicamento deve ser avaliada pelo médico responsável por cada caso.