Cuba voltou a sofrer um apagão nacional nesta segunda-feira, 6 de julho, marcando o terceiro colapso no fornecimento de energia em apenas seis meses. A crise elétrica na ilha caribenha se agrava em meio a sanções dos Estados Unidos, problemas de infraestrutura deteriorada e escassez de combustível.
De acordo com a estatal União Elétrica de Cuba (UNE), o desligamento ocorreu por volta do meio-dia, horário local. Antes mesmo do apagão, quase dois terços do território cubano já enfrentavam cortes de energia devido à baixa capacidade de geração.
O primeiro grande apagão nacional foi registrado em 16 de março, após o desligamento inesperado da Usina Termelétrica Antonio Guiteras, uma das principais do país, que sofreu falhas estruturais e problemas de manutenção. Apenas cinco dias depois, em 21 de março, a rede elétrica entrou em colapso novamente, afetando hospitais, transportes e diversos serviços públicos, e provocando longas horas sem energia para a população.
O novo apagão reforça a instabilidade do sistema elétrico cubano e evidencia as dificuldades do governo de Havana em garantir o abastecimento de energia para cerca de 10 milhões de habitantes. A UNE informou que está investigando as causas da interrupção total do Sistema Elétrico Nacional.
Durante a tarde de segunda-feira, o governo iniciou o restabelecimento gradual do fornecimento de energia, mas a UNE relatou que apenas serviços essenciais, como hospitais e centros de produção de alimentos, estavam sendo atendidos. Em Havana, a distribuição de energia atendia apenas cerca de 1% da demanda até o final da tarde.
O Ministério de Energia de Cuba atribuiu o novo colapso à combinação de uma rede elétrica antiga e à falta crônica de combustível. Segundo o governo, o sistema opera há anos no limite da capacidade, enquanto as usinas termelétricas enfrentam falhas frequentes devido à falta de manutenção e peças de reposição.