O Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre a desinformação que circula nas redes sociais a respeito da vacina contra a gripe. Segundo a pasta, publicações afirmam, sem embasamento científico, que o imunizante aumentaria o risco de contrair a doença, o que é categoricamente falso.
A vacina contra a gripe, produzida pelo Instituto Butantan, é eficaz na prevenção de hospitalizações e mortes, especialmente entre grupos vulneráveis, como crianças e idosos. A dose disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é a Influenza trivalente, que visa prevenir complicações graves e óbitos causados pelo vírus.
O ministério enfatizou que o imunizante é recomendado e pré-qualificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), seguindo diretrizes internacionais. A vacina é feita com vírus inativados e não pode causar a doença em quem é vacinado.
O ministério também explicou que a confusão sobre a eficácia da vacina pode ocorrer devido à circulação de outros vírus respiratórios durante o outono e inverno, que apresentam sintomas semelhantes aos da gripe. Isso pode levar à falsa impressão de que a vacina não é eficaz.
A imunização, segundo a pasta, é crucial para reduzir a gravidade dos sintomas e o risco de internações e mortes. A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começou no dia 28 e vai até 30 de maio, com grupos prioritários como idosos, crianças, gestantes e profissionais de saúde.
Até o momento, mais de 2,3 milhões de doses foram distribuídas. O ministério também reforçou a vigilância da Influenza A (H3N2), especialmente do subclado K, que tem sido registrado em países da América do Norte, embora apenas quatro casos tenham sido identificados no Brasil.
A vigilância inclui monitoramento contínuo de casos gripais e síndrome respiratória aguda grave, além de fortalecer o acesso à vacinação e antivirais. O ministério concluiu que a vacina é uma ferramenta vital para salvar vidas e pediu que a população busque informações em fontes oficiais antes de compartilhar desinformação.