Na tarde desta quarta-feira, um grupo de aproximadamente 20 estudantes da rede pública, junto a representantes de entidades estudantis, invadiu uma sala da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo. O ato foi uma manifestação contra as políticas do governo Tarcísio de Freitas, que incluem a implementação de escolas cívico-militares e o uso de plataformas digitais na educação.
Os manifestantes acessaram a sede da secretaria, localizada na praça da República, por volta das 16h e se trancaram em uma sala, exigindo a presença do secretário Renato Feder e do governador. A Polícia Militar foi chamada, mas, conforme informações da secretaria, foi orientada a não retirar os estudantes à força.
Wesley Gabriel, presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE), expressou a insatisfação do grupo:
Estamos aqui contra o governo Tarcísio e Feder, que estão destruindo a educação e a perspectiva de futuro da juventude
. O protesto estava sendo transmitido ao vivo nas redes sociais da União Paulista de Estudantes Secundaristas (Upes).
Os estudantes reivindicam a recomposição orçamentária, melhorias na merenda, infraestrutura adequada, valorização dos profissionais da educação, desmilitarização das escolas, além de um projeto educacional que esteja alinhado ao desenvolvimento do estado e do país.
A assessoria de imprensa da Secretaria da Educação informou que o secretário-executivo, Vinicius Neiva, tentou estabelecer um diálogo com os estudantes, uma vez que Renato Feder estava em viagem, mas as tentativas não foram bem-sucedidas até o momento da publicação. A Polícia Militar deixou o local por volta das 19h45.
Segundo a secretaria, uma reunião estava agendada para sexta-feira (27) entre os estudantes e representantes da pasta para discutir as demandas apresentadas durante o protesto.
Na noite do mesmo dia, mais de 40 policiais e nove viaturas permaneciam nas proximidades da secretaria.