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Demissão de Monique Medeiros pela Prefeitura do Rio

A Prefeitura do Rio demitiu Monique Medeiros, acusada de envolvimento na morte do filho, Henry Borel. A decisão foi publicada no Diário Oficial e ocorre após sua soltura.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A Prefeitura do Rio de Janeiro anunciou a demissão de Monique Medeiros da Costa e Silva, professora acusada de participação na morte de seu filho, Henry Borel, em 2021. A decisão foi oficializada no Diário Oficial do Município e assinada pelo prefeito Eduardo Cavaliere.

Com a demissão, Monique perde seu cargo na rede municipal de ensino e deixa de ser servidora pública. Essa ação ocorre apenas dois dias após sua liberação da prisão, determinada pela juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri. O Ministério Público do Rio já recorreu da decisão de soltura, solicitando que Monique retorne ao sistema prisional, e o pedido ainda aguarda análise do Tribunal de Justiça.

A defesa de Monique afirmou que não teve acesso ao conteúdo do ato que resultou em sua demissão e que está avaliando a possibilidade de um recurso administrativo. O advogado Hugo Novais destacou a confiança da servidora na Justiça e mencionou o princípio da presunção de inocência, uma vez que ainda não houve julgamento na esfera criminal.

Monique é ré na ação penal ao lado do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho. O Ministério Público alega que Henry morreu em decorrência de agressões no apartamento onde residia com a mãe e o padrasto. Monique nega qualquer envolvimento no crime, enquanto Jairinho também se declara inocente.

A demissão foi resultado de um processo administrativo disciplinar, que investiga possíveis infrações cometidas por servidores públicos e pode levar a punições, incluindo a demissão, mesmo antes de uma condenação criminal definitiva. Desde a morte do filho, Monique enfrentou questionamentos administrativos, mas continuou recebendo salários durante parte do processo.

Após sua primeira saída da prisão em dezembro de 2022, Monique foi realocada para um almoxarifado da Secretaria Municipal de Educação, mas foi presa novamente em julho de 2023. O secretário municipal de Educação, Renan Ferreirinha, declarou que a permanência de Monique na rede de ensino se tornou 'insustentável', ressaltando a preocupação de pais em relação à presença dela em sala de aula.

Ferreirinha também mencionou que a decisão de demitir Monique teve um caráter moral e que o prefeito apoiou prontamente essa ação. A demissão segue uma série de eventos administrativos e judiciais, incluindo uma ação por danos morais que Monique perdeu em abril de 2025.

Recentemente, o caso ganhou novos desdobramentos com o adiamento do julgamento no Tribunal do Júri, que estava marcado para 23 de outubro. A sessão foi interrompida após a saída dos advogados de Jairinho, que solicitaram um adiamento que foi negado pela juíza. O julgamento foi remarcado para 25 de maio.

Após a soltura de Monique, a assistência de acusação também recorreu, argumentando que não há justificativa para sua liberdade e que o adiamento do júri se deve a estratégias das defesas. Eles alertaram que a soltura pode prejudicar a instrução do processo, especialmente na fase do júri.

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