O artista foi submetido a sessões de hemodiálise na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), tratamento que pode se estender por até 72 horas para eliminar resíduos da substância no organismo.
De acordo com o infectologista Leandro Machado, responsável pelo caso, a decisão pela diálise foi tomada devido à gravidade do quadro clínico inicial.
Ele deve ficar em diálise de 48 a 72 horas para filtrar o sangue e retirar esse metanol que pode estar gerando esse quadro — explicou. O médico destacou, no entanto, que a intoxicação ainda não foi confirmada por exames laboratoriais.
Estado de saúde estável
Segundo boletim médico, Hungria está consciente, orientado, sem necessidade de oxigênio ou respirador, e já não apresenta sintomas como dor de cabeça, vômitos ou alterações visuais.
“Ele está estável, lúcido, orientado e vem respondendo bem ao tratamento”, afirmou Machado.

A família relatou que o cantor chegou a sentir um gosto forte de álcool na boca durante o mal-estar, além de dores abdominais e visão turva. Esses sinais reforçaram a suspeita inicial de intoxicação por metanol.
Bebida suspeita interditada
Hungria foi internado na manhã de quinta-feira (2), após consumir bebidas compradas na distribuidora Amsterdan, em Vicente Pires, um dia antes de passar mal. O estabelecimento foi interditado pela Polícia Civil e pela Vigilância Sanitária por operar sem licença. Diversos produtos, incluindo uísques, vodcas e gins, foram apreendidos e encaminhados ao Instituto de Criminalística para análise.
O Ministério da Saúde chegou a confirmar a presença de metanol no caso, mas recuou horas depois, afirmando que os exames ainda estão em andamento.
Por enquanto, Hungria segue em tratamento intensivo na UTI do DF Star, sem previsão de alta.