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Wilson Santiago será ouvido em investigação sobre irregularidades em gabinete

A Justiça Federal autorizou o depoimento do deputado Wilson Santiago em uma ação que investiga supostas irregularidades de um ex-assessor. O MPF apura recebimento indevido de salários.
Foto: Radarsertanejo

O deputado federal Wilson Santiago, do Republicanos, foi convocado pela Justiça Federal em Brasília para prestar depoimento como testemunha em uma ação de improbidade administrativa. A ação, movida pelo Ministério Público Federal (MPF), investiga o suposto recebimento irregular de salários por Francisco Macena Duarte, ex-assessor de seu gabinete.

De acordo com o MPF, Francisco Macena Duarte atuou como secretário parlamentar entre 2005 e 2009, recebendo remuneração da Câmara dos Deputados sem, no entanto, exercer efetivamente as funções do cargo. Durante esse período, ele também era motorista da Prefeitura de Poço Dantas, com uma carga horária de 40 horas semanais. A investigação aponta que os valores recebidos indevidamente totalizam cerca de R$ 224 mil.

Além disso, o MPF menciona que Ivanadja Velloso Meira Lima, atual secretaria parlamentar do presidente da Câmara, deputado Hugo Motta, atuou como procuradora de Francisco, realizando saques e supostamente participando da incorporação indevida de recursos públicos ao patrimônio particular. Ambos negam as acusações.

A decisão da 9ª Vara Federal Cível do Distrito Federal permite que a defesa de Ivanadja solicite a oitiva de Wilson Santiago. A Justiça determinou que o deputado indique data, horário e local para seu depoimento, que poderá ser realizado por videoconferência. Essa etapa é parte do processo de produção de provas e não implica um julgamento sobre as acusações.

Na mesma decisão, o juiz rejeitou pedidos da defesa para a obtenção de extratos bancários e declarações de Imposto de Renda de Ivanadja, argumentando que a própria ré pode apresentar esses documentos. Também foi negado o pedido para que a Câmara dos Deputados fornecesse informações sobre os depósitos salariais de Francisco, uma vez que já existem elementos no processo que indicam que os pagamentos foram feitos em conta bancária de titularidade do ex-servidor.

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