O Irã desmentiu nesta sexta-feira (10) a afirmação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que teria solicitado negociações entre os dois países. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, esclareceu que Teerã não fez tal pedido, mas aceitou a visita de mediadores do Catar.
Trump, em sua declaração, afirmou que os EUA concordaram em manter diálogos com o Irã após um suposto pedido de Teerã, mas enfatizou que o cessar-fogo estabelecido em junho havia terminado. A fala do presidente americano ocorreu em um contexto de crescente tensão, após ataques a três navios-tanque comerciais do Catar e da Arábia Saudita.
Na sequência de eventos, os Estados Unidos realizaram bombardeios em alvos iranianos, enquanto o Irã retaliou com ataques a instalações militares americanas em países vizinhos do Golfo. Trump declarou:
A República Islâmica do Irã nos pediu para continuar as 'negociações'. Concordamos com isso, mas os Estados Unidos deixaram absolutamente claro para eles que o cessar-fogo ACABOU!
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As negociações mediadas pelo Catar, que ocorreram nesta sexta-feira, visam reduzir as tensões entre Irã e EUA, além de abordar questões relacionadas à navegação no Estreito de Ormuz. A visita da delegação do Catar é vista como uma tentativa de reforçar o papel do país como mediador, especialmente após acusações de envolvimento iraniano nos ataques na região.
A situação no Estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica, se tornou mais delicada, com o tráfego de navios-tanque apresentando lentidão nesta sexta-feira. A escalada de ataques entre as duas nações levanta preocupações sobre a recuperação do abastecimento global de petróleo e a segurança do transporte marítimo.