O presidente da Rússia, Vladimir Putin, desembarcou no Aeroporto Internacional de Pequim, onde foi recebido com honras em uma cerimônia que incluiu bandeiras russas e chinesas, uma guarda cerimonial e a recepção de crianças. A visita oficial de dois dias ocorre após a passagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela capital chinesa.
Putin foi recebido pelo chanceler chinês, Wang Yi, e outros diplomatas, antes de seguir para a residência oficial em sua limusine Aurus, uma prática comum em suas viagens internacionais. Este encontro é visto como um sinal da crescente aproximação estratégica entre Rússia e China, especialmente em um contexto de tensões com os Estados Unidos.
Durante a visita, espera-se que os dois países assinem uma declaração conjunta que defende um 'mundo multipolar' e um novo modelo de relações internacionais, menos influenciado pelo Ocidente. Além disso, cerca de 40 acordos bilaterais devem ser firmados, abrangendo áreas como energia, comércio, transporte, tecnologia, indústria, educação e cultura.
Os líderes discutirão também o projeto 'Força da Sibéria 2', um mega-gasoduto que garantirá o fornecimento de gás russo à China pelos próximos 30 anos. A agenda inclui tópicos sensíveis como a situação no Oriente Médio e Taiwan.
A visita de Putin, a convite de Xi Jinping, marca os 25 anos do Tratado de Boa Vizinhança e Cooperação Amistosa entre os dois países, que fundamenta a atual parceria estratégica. O Kremlin informou que a programação inclui reuniões bilaterais, encontros ampliados com delegações e um chá reservado entre Putin e Xi após o jantar oficial, onde discutirão temas internacionais de forma mais informal.