O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar da Costa Neto, afirmou nesta segunda-feira (15) que a Executiva Estadual do partido possui autonomia para decidir sobre uma possível aliança com o Novo na Paraíba, com foco nas eleições majoritárias de outubro.
A declaração foi dada em entrevista à rádio CBN Paraíba e surge após a repercussão da decisão local do PL, que optou por não se aliar ao Novo, citando questões pragmáticas e estruturais.
Valdemar destacou que a Executiva Nacional não irá interferir na decisão, confiando a responsabilidade à direção local. Na Paraíba, o partido é presidido pelo senador Efraim Filho, que é pré-candidato ao Governo do Estado, e o ex-ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, atua como tesoureiro.
Marcelo Queiroga, também pré-candidato ao Senado, comentou que a manutenção da aliança com o Novo seria desvantajosa eleitoralmente, uma vez que o partido não possui tempo de rádio e televisão, fundo partidário ou densidade eleitoral suficientes para fortalecer a chapa.
Apesar da decisão, Queiroga afirmou que não vê problemas em votar no Major Fábio, mas enfatizou a necessidade de manter a estrutura de sua pré-candidatura diante de outros concorrentes fortes nas eleições.
O objetivo do PL é fortalecer sua principal pré-candidatura para enfrentar adversários como o ex-governador João Azevêdo (PSB), o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos), e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB).
Além das questões estruturais, a relação entre os partidos foi afetada por declarações do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL), que também é pré-candidato à Presidência.
A aliança entre PL e Novo continua a ser discutida em outros estados, com avanços em locais como Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, onde os partidos firmaram parcerias para as eleições.