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Ciclone-bomba pode afetar a região Sul do Brasil

Um ciclone-bomba está previsto para se formar na região Sul do Brasil, trazendo ventos de até 100 km/h e chuvas moderadas. A Defesa Civil de São Paulo monitora o fenômeno.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Um ciclone-bomba pode se formar na região Sul do Brasil, com ventos que podem atingir 100 km/h. A Defesa Civil de São Paulo estabeleceu um gabinete de crise para acompanhar o fenômeno e seus impactos, que funcionará até sábado. O Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) alerta que, além dos ventos fortes, o ciclone-bomba deve trazer chuvas moderadas na sexta-feira e durante o fim de semana.

O cientista Micael Cecchini, professor do Instituto Astronômico e Geofísico da USP, explica que um ciclone é um sistema meteorológico de grande escala, caracterizado por uma rotação que segue o sentido da rotação da Terra. No hemisfério sul, esses sistemas giram no sentido horário, enquanto no hemisfério norte, giram no sentido anti-horário.

Existem diferentes tipos de ciclones, como os ciclones tropicais, que podem originar furacões, e os ciclones extratropicais, que ocorrem em latitudes mais altas. Os ciclones subtropicais se formam entre as regiões tropicais e extratropicais. A formação desses ciclones ocorre devido ao encontro de ar quente e frio, gerando ventos fortes e uma diminuição da pressão atmosférica.

A principal diferença entre um ciclone comum e um ciclone-bomba é a intensidade do fenômeno. Para que um ciclone seja classificado como ciclone-bomba, é necessário que haja uma queda de 24 milibares de pressão em 24 horas. Isso indica que uma massa de ar muito fria está avançando sob uma massa de ar quente, resultando em tempestades intensas.

Cecchini ressalta que a classificação de ciclone-bomba é importante para identificar eventos que requerem atenção especial, já que a diferença de temperatura entre as massas de ar pode gerar tempestades severas, incluindo granizo.

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