O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comunicou nesta quarta-feira (8) ao presidente sírio, Ahmed al-Sharaa, sua decisão de retirar a Síria da lista americana de países considerados patrocinadores do terrorismo. A informação foi divulgada após uma reunião entre os dois em Ancara, na Turquia.
Em uma carta endereçada a Sharaa, Trump afirmou:
Prometi remover todas as barreiras que impedem vocês de reconstruir o seu país e, muito em breve, vocês finalmente poderão fazer isso
. O presidente americano também mencionou que empresas dos EUA estão prontas para investir na Síria, com o objetivo de ajudar o país a se tornar "maior e mais próspero do que nunca".
Trump informou que já notificou o Congresso sobre sua decisão, que agora passará por uma análise de 45 dias antes de entrar em vigor. A retirada da classificação de patrocinador do terrorismo permitirá que a Síria receba assistência externa dos EUA, além de facilitar transações financeiras e exportações de produtos de defesa.
No ano anterior, Trump havia assinado uma ordem executiva que encerrava um programa de sanções contra a Síria, permitindo que o país se reintegrasse ao sistema financeiro internacional. Além disso, diversas empresas sauditas estão planejando investimentos significativos na Síria, como parte dos esforços da Arábia Saudita para apoiar a recuperação do país.
Durante a reunião, Trump elogiou Sharaa, que anteriormente foi comandante da Frente Nusra, um grupo vinculado à Al-Qaeda, antes de se distanciar do grupo em 2016. Sharaa liderou uma coalizão de facções rebeldes que derrubou o governo de Bashar al-Assad em 2024. Trump também destacou as ações de Sharaa contra o grupo extremista Estado Islâmico, afirmando que ele é "respeitado por todos, inclusive por mim".