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Trump intensifica mensagem anticomunista para eleições de meio de mandato

A equipe de Donald Trump testa uma nova mensagem anticomunista visando as eleições de meio de mandato, buscando mobilizar eleitores republicanos e atrair novos votos.
Foto: G1

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem intensificado suas advertências sobre um suposto avanço comunista no Partido Democrata, à medida que se aproximam as eleições de meio de mandato em novembro. A equipe política do republicano está avaliando se essa mensagem pode ressoar além de sua base de eleitores mais fiel.

Resultados preliminares de grupos focais indicam que a mensagem anticomunista mobiliza fortemente a base de Trump e pode aumentar a participação de eleitores republicanos que costumam votar esporadicamente. No entanto, a eficácia da mensagem parece ser menor entre eleitores independentes e jovens que não vivenciaram a Guerra Fria.

O sucesso de candidatos progressistas nas primárias democratas em diversos estados, como Colorado e Nova York, forneceu a Trump uma nova linha de ataque: retratar os democratas como extremistas, ao invés de defender seu histórico em relação ao custo de vida.

Uma análise dos comentários de Trump entre junho e julho revelou que ele mencionou o comunismo 81 vezes, referindo-se a candidatos democratas como "comunistas radicais e sem Deus". Muitos desses candidatos se identificam como socialistas democráticos, defendendo políticas progressistas por meio de eleições.

Olivia Wales, porta-voz da Casa Branca, afirmou que a adesão dos democratas ao socialismo e ao comunismo representa uma "ameaça existencial ao nosso país". Em um discurso no Dia da Independência, Trump comparou o comunismo a um câncer que precisa ser extirpado rapidamente.

Nos bastidores, assessores de Trump estão testando a nova mensagem com grupos focais, enquanto os republicanos se preparam para as eleições de novembro. As conclusões preliminares sugerem que o termo "comunismo" pode ser mais eficaz do que "socialismo" em algumas disputas eleitorais.

Os republicanos acreditam que a mensagem pode ter um apelo especial entre eleitores hispânicos na Flórida, onde apelos antissocialistas são bem recebidos. Uma pesquisa da Gallup de 2025 mostrou que a maioria dos norte-americanos ainda vê o socialismo de forma negativa.

Amy Koch, estrategista republicana, expressou ceticismo sobre a eficácia do rótulo de comunista entre eleitores mais jovens. A deputada federal Suzan DelBene, por sua vez, criticou os republicanos por recorrerem a ataques que não abordam questões econômicas.

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