O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que ainda não tomou uma decisão final sobre a suspensão das sanções contra a Rússia. O secretário de Estado, Marco Rubio, informou que Trump avaliará o impacto dessa decisão ao longo de 60 dias.
Trump comentou que muitos ainda não conhecem sua decisão, mas que em breve será revelada. Em sua rede social, ele mencionou que a suspensão busca evitar ações que afastem a Rússia das negociações.
Na sexta-feira, Trump assinou um decreto que cancela sanções e tarifas previstas na Lei Graham, que ele mesmo sancionou no mês anterior. Essa decisão foi motivada por apelos de parlamentares que desejam pressionar Moscou devido ao conflito com a Ucrânia.
Rubio comentou que o presidente pretende usar o período de 60 dias para analisar as consequências da imposição de sanções e tarifas na economia global e na economia dos EUA.
A decisão de Trump gerou críticas do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, e de aliados europeus, que interpretam a suspensão como uma tentativa de Trump de se aproximar de Vladimir Putin e encerrar o conflito em termos favoráveis ao Kremlin.
Trump também acusou Zelenski de não querer encerrar o conflito, afirmando que o presidente ucraniano não se importa com a guerra, apesar do apoio financeiro da Europa.
Antes da suspensão das sanções, EUA e Rússia firmaram um acordo que permite a importação de diesel russo, visando reduzir os preços dos combustíveis antes das eleições de meio de mandato.
Pesquisas indicam que o Partido Republicano de Trump pode enfrentar dificuldades nas eleições, com eleitores insatisfeitos com o aumento dos preços dos combustíveis desde o início da guerra na Ucrânia.
Trump criticou os ataques ucranianos às refinarias de diesel na Rússia, afirmando que esses ataques têm um impacto negativo nos mercados globais de diesel, incluindo o dos Estados Unidos.
Zelenski, por sua vez, criticou a redução da ajuda militar dos EUA e o acordo de compra de combustível russo, sugerindo que as decisões do governo Trump parecem pressionar a Ucrânia a se render à Rússia.
Fonte: Noticiasaominuto