O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, emitiu uma forte advertência ao Irã, exigindo que o país impeça seus aliados no Líbano de provocarem conflitos. Em sua rede social Truth Social, Trump afirmou que, caso o Irã não tome medidas, os EUA atacarão com ainda mais força do que na semana anterior.
Recentemente, um memorando de entendimento foi assinado entre Trump e o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, visando encerrar as hostilidades no Líbano entre Israel e o Hezbollah. Apesar do cessar-fogo que entrou em vigor no último sábado, os confrontos no sul do Líbano persistem, resultando em mais de 120 mortes nas últimas 48 horas, conforme informou o Ministério da Saúde libanês.
Em entrevista à emissora Fox News, Trump reiterou suas ameaças a Teerã, afirmando que já havia alertado os negociadores iranianos sobre as consequências de um eventual fracasso nas negociações em andamento na Suíça. Ele mencionou que não hesitaria em destruir o Irã se o país mantivesse o fechamento do Estreito de Ormuz, uma ação que foi anunciada como resposta aos ataques israelenses.
Trump declarou:
Eu disse a eles que, se fechassem o estreito, ficariam sem país. Eles nem sequer conseguiriam voltar para o próprio país
. O presidente também sugeriu que os EUA poderiam assumir o controle do Estreito de Ormuz e atuar como uma espécie de "cobrador de pedágio".
O Estreito de Ormuz é uma rota estratégica que conecta o Oceano Índico ao Golfo Pérsico, pela qual transitava cerca de um quinto da produção mundial de petróleo antes do início do conflito. O fechamento do estreito foi uma resposta dos iranianos aos ataques que começaram em 28 de fevereiro.
As negociações em curso na Suíça, mediadas pelo Paquistão e pelo Catar, ocorrem em um contexto de tensão, com a continuidade da ofensiva israelense no sul do Líbano, apesar do cessar-fogo. O Irã enfatiza a importância da manutenção do cessar-fogo, enquanto Israel afirma que suas forças permanecerão no sul do Líbano e poderão agir sem restrições diante de qualquer ameaça.