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Riscos do PMMA em procedimentos estéticos após morte de maquiadora

A morte de uma maquiadora em São Paulo reacende preocupações sobre o uso do PMMA em preenchimentos corporais. Especialistas alertam para os riscos e cuidados necessários.
Foto: Metropoles

A recente morte de uma maquiadora em São Paulo trouxe à tona a discussão sobre os perigos do polimetilmetacrilato (PMMA) em procedimentos estéticos. A mulher, de 48 anos, passou mal após a aplicação da substância nos glúteos e coxas, levando a uma investigação policial sobre o caso.

O PMMA é um material sintético utilizado como preenchedor permanente, diferentemente do ácido hialurônico, que é absorvido pelo corpo ao longo do tempo. Embora tenha aplicações médicas específicas, sua utilização em estética gera controvérsias devido aos riscos associados.

De acordo com o dermatologista Flégon David, o PMMA possui alta capacidade de volumização e efeito duradouro. No entanto, sua aplicação deve ser realizada por profissionais qualificados e em ambientes adequados, conforme orientações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Apesar de seus benefícios, o uso inadequado do PMMA pode resultar em complicações sérias, como infecções, rejeições e até necrose dos tecidos. O cirurgião plástico Fernando Amato alerta que a substância pode provocar reações inflamatórias persistentes e afetar o metabolismo do cálcio, levando a problemas renais.

Os médicos enfatizam que nem todos os pacientes são candidatos ideais para procedimentos com PMMA, especialmente aqueles com doenças reumatológicas ativas. O pós-operatório também requer cuidados específicos para evitar complicações.

A segurança dos procedimentos estéticos com PMMA depende da escolha de clínicas regulamentadas e da qualificação dos profissionais. Pacientes devem se informar adequadamente antes de se submeter a intervenções que envolvem riscos.

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