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Relatório médico indica soluços persistentes em Bolsonaro

Bolsonaro apresenta soluços persistentes e quadro de cansaço, segundo relatório médico enviado ao STF. Ex-presidente segue em prisão domiciliar com limitações.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

Um boletim médico enviado ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, informa que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou soluços persistentes nos últimos sete dias. A situação foi relatada no contexto da ação sobre a trama golpista.

Uma fonte próxima à rotina de Bolsonaro em prisão domiciliar descreveu que o ex-presidente tem sentido dores, caracterizando seu estado de saúde como preocupante. O médico Brasil Ramos Caiado, responsável pelo acompanhamento, afirmou que está administrando "doses elevadas" de medicações específicas e uma "rigorosa dieta com baixo teor de acidez".

Embora o quadro cardiológico de Bolsonaro seja considerado estável, ele se queixa de "cansaço leve e fadiga" durante esforços moderados, além de desconforto ao movimentar o ombro direito. A ausculta pulmonar revelou que uma alteração residual na base do pulmão esquerdo permanece inalterada, após internação em março devido a broncopneumonia bacteriana bilateral.

O fisioterapeuta Kleber Antonio Caiado de Freitas também visitou Bolsonaro e enviou um boletim a Moraes, informando que o ex-presidente continua utilizando uma tipoia e apresenta desconforto ao tentar movimentar o braço, com limitação de movimento.

Durante uma sessão de fisioterapia na última quinta-feira (4), Freitas relatou que Bolsonaro teve um episódio de soluços persistentes, o que impactou sua condição física e o aproveitamento do atendimento. O fisioterapeuta observou que não foi possível realizar exercícios ativos e passivos para o ombro devido ao cansaço e fadiga do ex-presidente.

Bolsonaro foi condenado pelo STF em setembro do ano passado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Ele foi preso em novembro ao tentar violar sua tornozeleira eletrônica. Em março deste ano, o ministro Alexandre de Moraes concedeu prisão domiciliar humanitária por 90 dias ao ex-presidente, que enfrenta sequelas da facada recebida em 2018.

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