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Relatório da ONU confirma ultrapassagem do limite de 1,5°C de aquecimento global

Um relatório do Pnuma revela que a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C já foi ultrapassada. Ações urgentes são necessárias para mitigar os impactos climáticos.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) divulgou um relatório que afirma que a meta de limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais não pode mais ser cumprida sem que esse limite seja ultrapassado. O documento foi publicado antes da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP31), que ocorrerá na Turquia.

O relatório destaca que a possibilidade de manter o aquecimento global abaixo de 1,5°C já passou, e a prioridade agora é minimizar a duração e a magnitude dessa ultrapassagem, com o objetivo de retornar a 1,5°C até o final do século.

O limite de 1,5°C foi estabelecido no Acordo de Paris, assinado em 2015, onde os países se comprometeram a manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2°C. A nova avaliação da ONU indica que evitar completamente a ultrapassagem desse patamar não é mais viável, mas ainda é possível impedir que a temperatura média do planeta permaneça significativamente acima de 1,5°C até 2100.

Para limitar os impactos das mudanças climáticas, o Pnuma analisou um cenário em que o aquecimento global atinge entre 1,7°C e 1,8°C antes de começar a diminuir. Para isso, as emissões globais de gases do efeito estufa precisariam cair drasticamente, com cortes de 18% até 2030, 45% até 2035 e 69% até 2040.

Além da redução das emissões, é necessário ampliar as tecnologias que removem dióxido de carbono da atmosfera. O Pnuma ressalta que essas ações são essenciais para limitar os danos ambientais, econômicos e sociais resultantes do aumento das temperaturas.

O relatório também aponta que os compromissos climáticos atuais dos países são insuficientes. As Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) não garantem os cortes necessários, com estimativas de redução das emissões globais entre 5% e 8% até 2030, e 11% a 15% até 2035.

António Guterres, secretário-geral da ONU, afirmou que a impossibilidade de evitar a ultrapassagem de 1,5°C não deve ser vista como um motivo para desistir dos esforços contra as mudanças climáticas. Ele enfatizou a importância de acelerar a redução das emissões.

Apesar dos desafios, o relatório também identifica avanços na produção de energia renovável, que cresceu significativamente desde a assinatura do Acordo de Paris, contribuindo para a redução das emissões em várias regiões do mundo.

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