Estudos têm mostrado que o consumo elevado de carne vermelha pode impactar negativamente a saúde, associando-se a doenças cardiovasculares e, mais recentemente, ao aumento do risco de diabetes tipo 2. Uma pesquisa publicada no British Journal of Nutrition analisou dados de 34.737 adultos e revelou que aqueles que consumiam grandes porções de carne vermelha e processada apresentavam maior probabilidade de desenvolver diabetes.
Em contrapartida, a inclusão de proteínas vegetais, como feijões, foi associada à redução do risco dessa condição metabólica. Outro estudo, divulgado em 2023 na The American Journal of Clinical Nutrition, corroborou essa associação, embora os especialistas ressaltem que se trata de um estudo observacional e não comprova uma relação de causa e efeito.
O endocrinologista Carlos Minanni destaca que cerca de 50% da associação entre carne e diabetes pode ser mediada pelo excesso de peso, sugerindo que o problema pode estar mais relacionado ao consumo excessivo de carne do que à carne em si. O sobrepeso e a obesidade são fatores que podem desencadear resistência à insulina, dificultando a ação desse hormônio.
Além disso, o alto teor de gordura saturada na carne vermelha pode interferir na ação da insulina e contribuir para inflamações crônicas no corpo. As carnes processadas, que contêm aditivos como nitritos, também têm impactos negativos na microbiota intestinal, podendo levar a desequilíbrios que favorecem a resistência à insulina.
Por outro lado, alimentos como leguminosas, frutas, hortaliças e cereais integrais têm efeitos protetores. A prática regular de atividades físicas e o cuidado com o sono e o peso corporal também são fundamentais para prevenir o diabetes.