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Reação da família Bolsonaro à condenação de Eduardo é de injustiça e perseguição

Após a condenação de Eduardo Bolsonaro a quatro anos e dois meses de prisão, seus irmãos e Jair Renan criticaram a decisão do STF, alegando perseguição política e insegurança jurídica.
Foto: Polêmica Paraíba

A condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a quatro anos e dois meses de prisão, em regime semiaberto, gerou reações imediatas de seus familiares. Os irmãos Flávio, Carlos e Jair Renan Bolsonaro utilizaram as redes sociais para classificar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) como uma injustiça e denunciar uma suposta perseguição política.

Flávio Bolsonaro, senador, afirmou que a condenação é "mais uma grande injustiça

e criticou a participação do ministro Alexandre de Moraes no julgamento, sugerindo que ele deveria ter se declarado impedido.

É muito ruim nós continuarmos vivendo no Brasil sob esse clima de insegurança jurídica em que tudo é instrumentalizado para perseguir aquelas pessoas que você não gosta", declarou.

Carlos Bolsonaro também defendeu o irmão, afirmando que há pessoas que desmerecem a situação enquanto o país enfrenta problemas institucionais. Em suas redes sociais, ele criticou aqueles que fazem "chacota" das condenações que envolvem a família.

Jair Renan Bolsonaro, por sua vez, comentou que a condenação reforça as denúncias feitas por Eduardo nos últimos meses.

A perseguição não tem fim. A condenação de Eduardo Bolsonaro hoje apenas demonstra que tudo que ele denunciou tem fundamentos

, escreveu.

A condenação de Eduardo Bolsonaro foi decidida por unanimidade pela Primeira Turma do STF, que o considerou culpado pelo crime de coação no curso do processo. Ele foi acusado de tentar interferir em um julgamento relacionado à tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022, que envolveu o ex-presidente Jair Bolsonaro como um dos réus.

Além da pena de prisão, Eduardo foi multado em aproximadamente R$ 162 mil e perdeu o cargo de escrivão da Polícia Federal. A execução da pena, no entanto, não será imediata, pois ainda cabem recursos dentro do STF.

Atualmente residindo nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro poderá enfrentar um pedido de extradição caso a condenação seja confirmada. Esse processo dependerá da análise das autoridades norte-americanas e poderá envolver discussões jurídicas e diplomáticas.

Em suas redes sociais, Eduardo negou irregularidades e afirmou que a condenação visa afastá-lo das eleições.

Qualquer sentença sem respeito ao devido processo legal é nula. O objetivo deste julgamento é apenas tirar meu nome das eleições — declarou.

Com a decisão do STF, o caso entra em uma nova fase, marcada pela apresentação de recursos e pela possibilidade de execução da pena, além de eventuais medidas de cooperação internacional para o cumprimento da condenação.

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