Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva, do Brasil, e Volodymyr Zelensky, da Ucrânia, estão presentes na cúpula do G7, que ocorre em Évian-les-Bains, na França, a partir desta segunda-feira (15/6). Apesar da participação no evento, as perspectivas de um novo encontro entre os dois líderes são consideradas baixas.
O último contato entre Lula e Zelensky ocorreu em setembro do ano passado, durante a 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Na ocasião, a conversa durou cerca de uma hora e foi considerada "importante" pelo presidente ucraniano. Esse diálogo ajudou a amenizar as tensões nas relações entre Brasil e Ucrânia, que se tornaram mais complicadas desde que Lula assumiu seu terceiro mandato em 2023.
As divergências entre os países foram alimentadas por declarações de Lula sobre o conflito no Leste Europeu, que foram interpretadas pelo governo ucraniano como favoráveis à Rússia. Um exemplo disso foi a visita do presidente brasileiro a Moscou em maio do ano passado, onde participou do desfile do Dia da Vitória na Praça Vermelha, um gesto que foi visto como um sinal de apoio a Vladimir Putin. Naquele período, Zelensky chegou a rejeitar duas tentativas de contato telefônico de Lula.
A situação diplomática se agravou a ponto de a Embaixada da Ucrânia no Brasil estar sem embaixador desde julho do ano passado, após o governo Zelensky não indicar um substituto para Andrii Melnyk, o ex-chefe da missão. Esse vazio diplomático é interpretado como um sinal de descontentamento entre os dois países.
Fontes ligadas à diplomacia ucraniana informaram que, até o momento, não houve retorno sobre um pedido de reunião entre Lula e Zelensky, o que reforça a percepção de que as chances de um encontro durante a cúpula do G7 são mínimas.