A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu vice Alfredo Gaspar e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro. A denúncia envolve suspeitas de abuso de poder político e econômico, além do uso indevido de meios de comunicação.
Em uma ação paralela, o PT também recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar uma possível interferência estrangeira nas eleições de 2026. A legenda levanta suspeitas de apoio externo à candidatura de Flávio Bolsonaro, incluindo movimentações financeiras e ações digitais.
A equipe jurídica da campanha de Lula alega que Flávio Bolsonaro teria buscado apoio do governo dos Estados Unidos, o que poderia influenciar o processo eleitoral no Brasil. As acusações incluem negociações com autoridades norte-americanas e a utilização de recursos ou estruturas estrangeiras em favor da candidatura.
Angelo Ferraro, coordenador jurídico da campanha petista, destacou que a ação no TSE visa esclarecer a origem de possíveis recursos, a atuação de agentes estrangeiros e os benefícios eleitorais decorrentes dessas articulações.
O PT também solicitou a investigação da Rockbridge Network, uma organização norte-americana mencionada na petição como potencial financiadora de campanhas conservadoras, associando-a a suspeitas de financiamento irregular da campanha de Flávio Bolsonaro.
Entre as medidas requeridas ao TSE estão a coleta de depoimentos, a requisição de documentos de órgãos públicos e a quebra de sigilos. Caso as irregularidades sejam confirmadas, o PT pede a cassação da chapa e a declaração de inelegibilidade dos envolvidos.
A Justiça Eleitoral Ainda Analisará O Caso
A Justiça Eleitoral ainda analisará o caso. As alegações do PT são pedidos de investigação e não implicam, por si só, a confirmação de irregularidades ou a responsabilidade dos citados.
Além disso, o TSE já está processando outra ação da coligação de Lula contra Flávio Bolsonaro, Alfredo Gaspar e Mario Frias, relacionada à suspeita de atuação coordenada de perfis no Instagram. A Corte solicitou informações ao Facebook e à Shopee sobre as contas investigadas e determinou a preservação de dados.
Fonte: Polemicaparaiba