A morte do imigrante congolês Yves Sakila, de 35 anos, desencadeou uma série de protestos na Irlanda. Yves, que residia no país desde a adolescência, foi morto por agentes de segurança em uma movimentada rua de Dublin. Segundo a mídia local, ele foi perseguido por seguranças de uma loja que suspeitavam que ele havia furtado um perfume.
Imagens do incidente mostram Yves sendo imobilizado por vários homens, com um deles pressionando o joelho contra seu pescoço, em uma situação que remete à morte de George Floyd nos Estados Unidos. A polícia irlandesa está investigando o caso.
Na quinta-feira, centenas de pessoas se reuniram em frente ao Parlamento irlandês para exigir justiça. A Rede Irlandesa Contra o Racismo (Inar) expressou suas condolências à família de Sakila e pediu uma investigação aprofundada. Shane O'Curry, diretor do Inar, afirmou estar "extremamente perturbado" com o incidente e ressaltou a necessidade de garantir a confiança das minorias étnicas no sistema de justiça.
A Anistia Internacional também se manifestou, pedindo que a Irlanda combata o racismo e proteja o direito à vida. A organização destacou que a restrição de Yves por quase cinco minutos é um exemplo preocupante de uso excessivo de força contra um homem negro.