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Produção Nacional de Tacrolimo é Iniciada pela Fiocruz

A Fiocruz começou a produzir tacrolimo, um imunossupressor vital para transplantes, reduzindo a dependência de insumos importados e fortalecendo o SUS.
Foto: Foto colorida de ciientistas reazliando a produção de imunossupressor - Metrópoles

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou o início da produção nacional do tacrolimo, um imunossupressor crucial para evitar a rejeição de órgãos transplantados. Essa informação foi divulgada em nota oficial da instituição, destacando um avanço significativo para o Sistema Único de Saúde (SUS).

O primeiro lote do medicamento foi produzido na unidade de Farmanguinhos, no Rio de Janeiro, totalizando mais de 1 milhão de unidades nas dosagens de 1 mg e 5 mg. Antes de ser disponibilizado aos pacientes, o tacrolimo passará por rigorosos testes de qualidade e atualização de registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Até o momento, o tacrolimo utilizado no Brasil dependia de insumos importados. Com essa nova fase, o país agora produz todas as etapas do medicamento, incluindo o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA). A Fiocruz atribui essa conquista à transferência de tecnologia da empresa indiana Biocon para a farmacêutica brasileira Libbs, dentro de uma Parceria de Desenvolvimento Produtivo (PDP).

O tacrolimo é fundamental para controlar a resposta imunológica e prevenir a rejeição de órgãos transplantados, como rins, fígados e corações. Nos últimos dez anos, mais de 500 milhões de unidades do medicamento foram fornecidas ao SUS, evidenciando sua importância para pacientes transplantados.

Com a produção nacional, a Fiocruz espera garantir um abastecimento mais regular do medicamento e diminuir a dependência de fornecedores internacionais. A unidade de Farmanguinhos possui capacidade para produzir até 130 milhões de unidades anualmente, o que pode assegurar um fornecimento contínuo no sistema público.

Essa iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla para fortalecer a fabricação de medicamentos no Brasil, especialmente aqueles considerados essenciais para o SUS. A Fiocruz também está envolvida na produção de outros imunossupressores, como o everolimo, ampliando a capacidade nacional nesse segmento.

A produção nacional do tacrolimo promete aumentar a segurança no acesso ao medicamento, especialmente para os pacientes que necessitam de uso contínuo após o transplante. Além disso, essa medida reduz a vulnerabilidade do Brasil a problemas no fornecimento internacional e reforça a produção de medicamentos estratégicos dentro do SUS.

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