O empresário Christian Medeiros, suspeito de ter assassinado o engenheiro Rubinho Fernandes em uma festa privada em Lagoa Seca, se negou a informar o motivo de sua prisão durante a audiência de custódia realizada na segunda-feira (22). Questionado sobre a razão de sua detenção pela Polícia Militar, Christian afirmou que sabia o motivo, mas optou por não reconhecê-lo na audiência, prometendo esclarecer posteriormente.
O crime ocorreu nas primeiras horas da manhã do domingo (21), após o evento Soul João, que acontece anualmente na região de Campina Grande. Segundo o delegado Ramirez São Pedro, houve uma briga entre Rubinho, de 29 anos, e Christian, de 30 anos, que foi contida por amigos e pela equipe de segurança do festival. Vinte minutos após a briga, Rubinho foi alvo de uma emboscada, sendo assassinado por Christian, que utilizou uma pistola calibre 635 que estava em seu veículo.
Após o crime, a Polícia Militar prendeu Christian e apreendeu a arma utilizada. O suspeito foi levado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Campina Grande, onde permaneceu em silêncio durante o depoimento. Ele também foi encaminhado ao Hospital de Trauma de Campina Grande devido a ferimentos.
Christian foi autuado em flagrante por homicídio duplamente qualificado, além de lesão corporal contra a namorada de Rubinho e sua irmã. As investigações estão em andamento, com testemunhas confirmando a briga entre os dois homens e imagens de câmeras do evento sendo analisadas.
Rubinho era natural de Guarabira, e a prefeita Léa Toscano expressou seu pesar pelo falecimento do engenheiro, decretando luto oficial por dois dias no município. A assessoria do festival Soul João também se manifestou, lamentando o ocorrido e se solidarizando com a família da vítima.