A Secretaria de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) anunciou a confirmação da primeira morte por hantavírus no Brasil neste ano. O caso, que foi notificado em fevereiro e validado pela Fundação Ezequiel Dias, não está relacionado ao surto da doença em um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico.
O paciente, um homem de 46 anos residente em Carmo do Paranaíba, apresentava um histórico de contato com roedores silvestres em sua lavoura. Em uma entrevista ao programa Olho Vivo, da TV e Rede Diário do Sertão, o médico pneumologista Alexandre Araruna afirmou que, até o momento, não há registros de transmissão do hantavírus entre humanos no Brasil, sendo a transmissão geralmente de animais, como roedores, para pessoas.
Araruna destacou que, embora não haja motivo para alarme sobre uma possível pandemia, a situação no navio gerou dúvidas sobre a transmissão. Ele comentou:
Como chamou a atenção da mídia, a gente termina projetando e às vezes dando até a sensação, de quem passou pelo covid, de um receio de também ter pandemia pelo hantavírus.
A hantavirose é uma zoonose viral aguda que, no Brasil, se apresenta principalmente como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. A infecção em humanos ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados. Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo, cefaleia, dor lombar e abdominal. Em casos mais severos, a doença pode levar a dificuldades respiratórias, tosse seca, aceleração dos batimentos cardíacos e queda da pressão arterial.
Não existe um tratamento específico para a hantavirose; o atendimento é baseado em medidas de suporte clínico, conforme a avaliação médica. Para prevenir a infecção, recomenda-se manter alimentos armazenados em recipientes fechados, dar destino adequado ao lixo, manter terrenos limpos ao redor das residências, evitar deixar ração animal exposta e manter uma distância mínima de 40 metros entre plantações e casas.
Fonte: Diariodosertao