Um ataque aéreo em larga escala realizado pela Rússia atingiu prédios residenciais na Ucrânia, resultando na morte de ao menos 22 pessoas. As operações de resgate estão em andamento, com equipes buscando sobreviventes entre os escombros.
Na capital ucraniana, Kiev, dois prédios foram atingidos, incluindo um edifício de 24 andares que desabou após ser atingido por um míssil. O prefeito Vitali Klitschko informou que há pessoas possivelmente presas sob os escombros.
Além disso, um prédio de nove andares pegou fogo no distrito de Podil, após destroços atingirem seu telhado. Klitschko também relatou incêndios em veículos e em áreas abertas, incluindo uma próxima a uma creche.
Em Dnipro, no leste do país, um ataque deixou ao menos nove mortos, incluindo uma criança, e 35 feridos. Um prédio de dois andares foi parcialmente destruído, enquanto apartamentos em um prédio de quatro andares foram danificados.
A cidade de Odessa, no sul da Ucrânia, também foi alvo, com uma maternidade sendo atingida, embora não tenham sido relatadas vítimas. Na região de Kharkiv, bombardeios durante a noite feriram pelo menos seis pessoas, incluindo uma menina de 11 anos.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, reiterou a necessidade de sistemas de defesa aérea europeus e solicitou mais apoio dos Estados Unidos, destacando a importância do fornecimento de mísseis para os sistemas Patriot.
O Ministério da Defesa da Rússia afirmou que o ataque visou instalações em Kiev e nas regiões de Zaporijia, Kharkiv e Dnipropetrovsk, incluindo alvos relacionados ao exército ucraniano.
António Guterres, secretário-geral da ONU, condenou a ofensiva, ressaltando que ataques a civis e infraestruturas civis são proibidos pelo direito humanitário internacional.
A guerra na Ucrânia, que começou em fevereiro de 2022, continua sem avanços significativos para a paz, com ambos os lados negando ter civis como alvo em seus ataques.