Na manhã desta terça-feira (7), um arranha-céu em Manhattan, Nova York, foi evacuado devido ao risco de colapso. O edifício, que está em processo de conversão de escritórios da Pfizer para apartamentos, teve colunas estruturais que cederam, levando a serviços de emergência a paralisar um quarteirão movimentado durante o horário de pico.
Localizado próximo à estação Grand Central e à sede da ONU, o prédio de 37 andares está passando por uma grande transformação, que visa criar cerca de 1.600 apartamentos de luxo. O consulado do Brasil, que fica nas proximidades, foi fechado e esvaziado, conforme informado pelo Itamaraty, sem previsão de reabertura.
O prefeito Zohran Mamdani declarou que
duas colunas estruturais cederam, além de múltiplas rachaduras e pisos afundando
, ressaltando a instabilidade do edifício. Ele também informou que, até o momento, não houve feridos e todos os trabalhadores foram localizados. Escoras e vigas de emergência estão sendo trazidas para reforçar a estrutura.
Como medida de segurança, hotéis, comércios, apartamentos e uma escola nas proximidades foram evacuados, e ruas foram fechadas. Um drone foi utilizado para avaliar os danos no edifício. Mamdani afirmou que os moradores poderão retornar quando houver total confiança na segurança do local.
Clifford Johnsen, representante do sindicato de construtores civis, comentou que a adição de novos andares à estrutura existente causou instabilidade. Ele destacou que, em sua experiência de 21 anos na construção, nunca havia visto uma viga dobrar ao meio, classificando a situação como extremamente perigosa.
Um trabalhador da construção, identificado como Eddie, relatou que presenciou uma coluna quebrando antes de ser retirado do local. Outro trabalhador, Fernando Sanchez, afirmou que as vigas entre os 21º e 25º andares entortaram e parte delas desabou.
O projeto, que ao ser concluído terá um total de 120 mil metros quadrados, representa a maior conversão de um prédio de escritórios para residências na história da cidade.