Pesquisadores e historiadores levantam a hipótese de que o pico do Cabugi, o único vulcão extinto no Brasil que preserva sua forma original, foi o primeiro local avistado pelos portugueses em 1500. Essa teoria desafia a crença de que o Monte Pascoal, na Bahia, foi o primeiro ponto avistado.
Situado a aproximadamente 140 km da costa do Rio Grande do Norte, o pico do Cabugi se destaca entre os vulcões inativos do Brasil. O nome do pico ganhou notoriedade recentemente devido a essa nova interpretação histórica.
A ideia de que Cabugi poderia ser o Monte Pascoal foi inicialmente proposta pelo pesquisador Lenine Barros Pinto em seu livro "Reinvenção do Descobrimento", publicado em 2012. Nele, Pinto argumenta que o município de Touros corresponderia à cidade de Porto Seguro.
Embora existam teorias que indicam que Duarte Pacheco Pereira avistou o Brasil em 1498 e que Vicente Yáñez Pinzón teria chegado à costa de Pernambuco em janeiro de 1500, a descoberta é tradicionalmente atribuída a Pedro Álvares Cabral em abril daquele ano.
Cabral liderava uma expedição portuguesa em busca de uma nova rota para a Índia, e segundo relatos, avistou primeiro o Monte Pascoal antes de desembarcar em Porto Seguro.
A pesquisa de Pinto e outros estudiosos também se baseou em uma expedição realizada em 2000, que comemorou os 500 anos do descobrimento. Nessa expedição, os navegantes utilizaram rotas e condições semelhantes às da expedição de Cabral, e os resultados sugeriram que, nas mesmas condições de 1500, a chegada ao Brasil teria ocorrido em Touros.
Com coordenadas de 5° 42' 22" S e 36° 19' 15" O, o pico do Cabugi, que significa "peito de moça
em tupi-guarani, é também conhecido como Serrote da Itaretama, que se traduz como
serra de muitas pedras". O pico integra o Parque Ecológico Cabugi, uma área de preservação que atrai turistas em busca de aventuras alternativas às praias da região.