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Paraná registra dois casos de hantavírus e investiga mais 11

O Paraná confirmou dois casos de hantavírus, enquanto 11 outros estão sob investigação. A Secretaria de Saúde assegura que não há relação com surto em navio de cruzeiro.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

O estado do Paraná confirmou a ocorrência de dois casos de hantavírus, conforme anunciado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). Os casos foram identificados em Pérola d'Oeste e Ponta Grossa, e não estão relacionados a um surto em um navio de cruzeiro no Atlântico, onde três pessoas faleceram.

O primeiro caso é de um homem de 34 anos, diagnosticado em abril, enquanto o segundo envolve uma mulher de 28 anos, cujo diagnóstico foi confirmado em fevereiro. A Sesa esclareceu que a cepa identificada nos casos paranaenses é a silvestre, transmitida por roedores, e não há evidências de surto.

A secretaria também informou que 21 casos suspeitos foram descartados neste ano, com 11 ainda em investigação. Em 2025, apenas um caso foi confirmado no estado.

César Neves, secretário estadual da Saúde, afirmou que a situação está sob controle e tranquilizou a população, ressaltando que não há motivos para pânico. O Ministério da Saúde corroborou essa informação, afirmando que os casos no Paraná não têm relação com a situação do navio, que está sendo monitorada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O ministério também destacou que o Brasil não registra a circulação do genótipo Andes, associado a transmissões interpessoais, e que já foram identificados nove genótipos de Orthohantavírus em roedores silvestres no país.

A hantavirose é uma zoonose viral aguda, com a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) sendo a forma mais comum no Brasil. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas de urina, fezes e saliva de roedores infectados.

Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo e dor de cabeça, podendo evoluir para dificuldades respiratórias em casos graves. Não há tratamento específico, e o atendimento precoce é crucial para reduzir o risco de morte.

As autoridades de saúde recomendam evitar o contato com roedores silvestres e adotar medidas preventivas, como armazenar alimentos em recipientes fechados e manter a limpeza de ambientes propensos à infestação.

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