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Um em Cada Quatro Adultos no Brasil Sofre com Pressão Alta

A hipertensão afeta um em cada quatro adultos no Brasil, sendo muitas vezes assintomática. O diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações graves.
Foto: Notícias ao Minuto Brasil

A hipertensão, condição caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial, afeta cerca de um em cada quatro adultos no Brasil. Essa doença está associada a sérias complicações, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca e doença renal crônica.

Um dos principais desafios da hipertensão é sua natureza assintomática, o que significa que muitos pacientes só descobrem a condição em estágios avançados, quando os danos já podem ser significativos. A cardiologista Lilian Carvalheiro, da AMA Especialidades Jardim São Luiz, destaca que esse atraso no diagnóstico aumenta consideravelmente o risco de eventos cardiovasculares e lesões em órgãos vitais.

Os fatores que contribuem para o desenvolvimento da hipertensão incluem predisposição genética, dieta rica em sódio e alimentos ultraprocessados, sedentarismo, sobrepeso, consumo de álcool e tabagismo. Diante disso, a aferição regular da pressão arterial é fundamental para a detecção precoce, mesmo na ausência de sintomas.

O Tratamento Da Hipertensão Vai Além Do Uso De Medicamentos

O tratamento da hipertensão vai além do uso de medicamentos. A adesão a um estilo de vida saudável e o acompanhamento médico contínuo são essenciais para monitorar a resposta ao tratamento e realizar os ajustes necessários. A condição requer vigilância constante, pois o controle inadequado pode levar a complicações progressivas.

Para enfrentar esse desafio de saúde pública, o CEJAM implementou uma linha de cuidados específica para a hipertensão, que organiza o acompanhamento do paciente de forma integrada na Rede de Atenção à Saúde. Poliana de Lima, gerente da UBS Jardim Coimbra, explica que esse modelo permite um acompanhamento contínuo e personalizado, fortalecendo o vínculo entre o paciente e a equipe de saúde.

O fluxo assistencial inclui a identificação ativa de pacientes, aferição periódica da pressão, consultas médicas e de enfermagem, além de orientações com equipes multiprofissionais. Casos mais complexos são encaminhados a especialistas, mas sempre com a Atenção Primária coordenando o cuidado, o que contribui para a redução de agravos e para a promoção do bem-estar dos pacientes.

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