O Governo da Paraíba, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES-PB) e em colaboração com outras secretarias e instituições, deu início à III Caravana Estadual Intersetorial de Prevenção e Combate à Violência contra crianças e adolescentes. O evento, que começa em Campina Grande, visa aprimorar o atendimento a esse público vulnerável, promovendo uma atuação integrada entre os serviços.
A Caravana percorrerá as três macrorregiões de saúde do estado, com encontros programados para Campina Grande, João Pessoa e Sousa. O objetivo é reunir profissionais de diversas áreas, incluindo saúde, educação e assistência social, para discutir e implementar práticas que melhorem a escuta e o atendimento às vítimas de violência.
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, crianças são consideradas aquelas com até 12 anos incompletos, enquanto adolescentes são aqueles entre 12 e 18 anos. A programação da Caravana foca na escuta especializada e na articulação entre os setores de saúde, educação e justiça, além de incluir atividades formativas e debates interinstitucionais.
Entre 2020 e 2025, a Paraíba registrou mais de 9 mil notificações de violência contra crianças e adolescentes, com uma predominância de casos entre o público feminino, especialmente na adolescência. Contudo, meninos também são vítimas, evidenciando a complexidade das situações de violência que requerem uma abordagem cuidadosa e contínua.
A SES está atenta a essas notificações e promove capacitações nas macrorregiões, além de oferecer apoio técnico às unidades de atendimento. O fortalecimento da rede de proteção é essencial, como destaca Tatiane de Jesus, coordenadora de Saúde da Criança e do Adolescente da SES, que enfatiza a importância de preparar os profissionais para reconhecer sinais de violência e garantir o acolhimento adequado.
A Caravana também busca padronizar práticas e melhorar a previsibilidade dos fluxos de atendimento, fortalecendo a organização da rede em todos os 223 municípios da Paraíba. Essa iniciativa visa proporcionar respostas mais eficazes às situações de violência, impactando diretamente na proteção e no cuidado de crianças e adolescentes.
Fonte: Paraiba