A situação envolvendo Agostina Páez, que enfrenta acusações de injúria racial no Rio de Janeiro, ganhou novos contornos após a divulgação de um vídeo em que seu pai, Mariano Páez, imita um macaco em um bar. A repercussão foi intensa, com veículos de imprensa argentinos descrevendo o episódio como um 'escândalo sem fim'.
Mariano Páez contestou a veracidade das imagens, alegando que foram manipuladas por inteligência artificial, enquanto sua namorada afirmou que ele estava 'sob efeito do álcool'. O jornal Clarín destacou que o gesto do pai de Agostina é uma 'provocação de um pai que nunca aprende'.
A publicação também fez referência a outros casos de racismo, como os incidentes envolvendo Vinícius Júnior na Espanha. A jovem advogada Agostina, de 29 anos, foi flagrada em 14 de março fazendo ofensas racistas a um funcionário de um bar, o que resultou em sua prisão.
Após o pagamento de uma caução, a Justiça do Rio autorizou seu retorno à Argentina. O vídeo de Mariano Páez, gravado em Santiago del Estero, surgiu logo após o retorno de Agostina ao país. Ele se declarou vítima de chantagem em relação ao material.
A legislação brasileira sobre racismo, estabelecida em 1989, prevê penas de 1 a 5 anos de prisão para crimes de discriminação coletiva, enquanto a injúria racial se refere a ataques individuais baseados em raça ou etnia.