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Operação policial desmantela grupo de sextorsão com R$ 4 milhões em golpes

Uma operação da Polícia Civil do Paraná prendeu cinco pessoas envolvidas em um esquema de sextorsão que movimentou R$ 4 milhões, fingindo ser médico da Otan.
Foto: Sextorsão

Um grupo investigado por aplicar golpes amorosos, se passando por um médico oncologista em missão de paz da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) na Síria, foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Paraná (PCPR). Na ação, realizada na quinta-feira, cinco pessoas foram presas. A organização criminosa transnacional é investigada por extorsão majorada, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com penas que podem ultrapassar 20 anos de prisão.

Foram cumpridos cinco mandados de prisão e cinco de busca domiciliar em diferentes estados, incluindo Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Rio Grande do Norte e Paraíba. Durante a operação, diversos aparelhos celulares foram apreendidos para análise posterior.

A investigação revelou que os crimes começaram a ser praticados em 2024, quando as vítimas eram contatadas por um perfil falso chamado 'David Green' em redes sociais e aplicativos de mensagens. O criminoso usava fotos de terceiros, já identificadas em golpes internacionais, e se apresentava como médico da Otan.

Após conquistar a confiança das vítimas, prometendo casamento, o autor induzia-as a compartilhar fotos e vídeos íntimos, e posteriormente exigia dinheiro sob diversos pretextos, como despesas com passagens aéreas e multas relacionadas ao transporte de ouro.

Quando as vítimas demonstravam desconfiança, o criminoso passava a ameaçá-las com a divulgação do material íntimo, exigindo quantias que chegaram a R$ 20 mil. Uma das vítimas teve um prejuízo superior a R$ 60 mil.

A PCPR identificou uma estrutura organizada, com um núcleo operacional no exterior, utilizando um terminal telefônico da Nigéria, responsável pela abordagem e extorsão. No Brasil, um núcleo cuidava da lavagem de dinheiro, utilizando contas bancárias para ocultar os valores ilícitos, que foram convertidos em criptoativos.

Em apenas dois meses, o grupo movimentou quase R$ 4 milhões, com contas ligadas a múltiplos boletins de ocorrência em vários estados. A operação teve como objetivo identificar outros membros da rede criminosa e buscar reparação para as vítimas.

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