A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou a confirmação de 11 casos de hantavírus relacionados ao surto no navio de cruzeiro MV Hondius. Entre os diagnosticados, três pessoas faleceram. Apesar do aumento no número de casos, a OMS avalia que não há indícios de uma propagação mais ampla da doença.
O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a situação permanece sob controle, embora novos casos possam surgir nas próximas semanas.
Não há sinais de que estejamos vendo o início de um surto maior — declarou durante uma coletiva de imprensa.
A confirmação mais recente de um caso ocorreu na Espanha, onde uma passageira do navio apresentou sintomas enquanto estava em quarentena em um hospital militar em Madri. Ela foi diagnosticada com hantavírus, apresentando febre e dificuldades respiratórias, mas seu estado é estável. Esta paciente faz parte de um grupo de 14 espanhóis que deixaram o cruzeiro, e até o momento, os demais não testaram positivo.
A OMS destacou que a maioria dos casos confirmados está ligada à cepa Andes do hantavírus, uma variante rara que pode ser transmitida entre pessoas em situações específicas, geralmente em contato próximo e prolongado. A entidade reafirmou que o risco global permanece baixo, mas recomendou que os passageiros do navio fiquem em observação por um período prolongado devido ao tempo de incubação do vírus.
Na Holanda, 12 profissionais de saúde foram colocados em quarentena preventiva após terem contato com fluidos corporais de um paciente infectado, sem o uso completo de equipamentos de proteção. O Radboud University Medical Center informou que o risco de transmissão é baixo e classificou a medida como uma precaução.
O hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com roedores silvestres ou ambientes contaminados. Em alguns casos, a infecção pode levar a quadros respiratórios graves, exigindo acompanhamento médico cuidadoso.