A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial, realizará uma Oficina de Capacitação voltada para estagiários de Psicologia e servidores da pasta. O evento ocorrerá online, a partir das 19h, e será conduzido pela coordenadora Carla Uedler, com a participação da psicóloga Dra. Thamara Bernadino.
A oficina tem como objetivo preparar os futuros profissionais para atender usuários que enfrentam racismo e intolerância religiosa. Carla Uedler destacou a importância de oferecer um acolhimento que reconheça as violências estruturais que afetam essas pessoas.
Ela enfatizou que é fundamental que os estagiários adquiram ferramentas para entender as dinâmicas do preconceito e desenvolver uma escuta sensível e comprometida com a dignidade humana.
O atendimento psicológico não pode se limitar à técnica; ele precisa dialogar com as realidades sociais e históricas que impactam diretamente a saúde mental das populações negras e dos grupos religiosos discriminados — afirmou.
A coordenadora também ressaltou o papel da Coordenadoria na formulação de políticas públicas que promovam a igualdade racial, assegurando que o cuidado psicológico seja um espaço de respeito e reparação. Uedler acredita que, ao final da formação, os estagiários estarão mais aptos a atuar em contextos de vulnerabilidade, oferecendo suporte clínico e valorizando as identidades dos que sofrem essas violências.
Essa iniciativa é um passo importante para integrar a luta contra o racismo e a intolerância religiosa às práticas de saúde mental, fortalecendo o compromisso institucional com a promoção da igualdade — concluiu.
Entendendo o Letramento Racial
O letramento racial é um processo formativo que visa ampliar a compreensão sobre a manifestação do racismo nas estruturas sociais, culturais e institucionais. Ele proporciona ferramentas para identificar práticas discriminatórias, reconhecer seus impactos e desenvolver estratégias de enfrentamento.
No campo da Psicologia, o letramento racial é crucial para que os profissionais ofereçam um atendimento que respeite e valorize a identidade racial dos pacientes, promovendo acolhimento e reparação.
Fonte: Joaopessoa