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MPF solicita inclusão de ribeirinhos na gestão hídrica de Boqueirão

O Ministério Público Federal pediu à ANA e à AESA que ajustem a gestão do sistema hídrico Engenheiro Ávidos/São Gonçalo, destacando a falta de participação de comunidades locais.
Foto: Resenhapolitika

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou que a Agência Nacional de Águas (ANA) e a Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (AESA) realizem correções na gestão do sistema hídrico Engenheiro Ávidos/São Gonçalo. A recomendação aponta um "déficit democrático" nas decisões sobre a distribuição de água.

O foco da recomendação é o Termo de Alocação de Água (TAA), que estabelece como os recursos hídricos são distribuídos. O MPF observou que a transferência de água entre os reservatórios tem beneficiado áreas a jusante, prejudicando usuários locais e as comunidades ribeirinhas de São José de Piranhas.

A investigação, formalizada no procedimento nº 1.24.002.000276/2025-47, revelou que, no ciclo anterior, o município não foi convocado para participar das discussões e não fez parte da Comissão de Acompanhamento, o que contraria as normas da própria agência reguladora.

No documento assinado pelo procurador Djalma Gusmão Feitosa, o MPF enfatiza que essa exclusão compromete a transparência e impede que a população afetada possa acompanhar e fiscalizar o uso da água na região.

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