A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) confirmou nesta quarta-feira (1º) a morte de uma paciente de 64 anos, que havia recebido um transplante de órgão contaminado pelo vírus HIV em outubro de 2024. A paciente estava sob acompanhamento médico desde a confirmação da infecção.
A SES-RJ expressou pesar pela perda e destacou que a mulher recebeu assistência contínua desde o diagnóstico, sendo monitorada diariamente por uma equipe multidisciplinar. Em julho do ano passado, ela foi indenizada pelo Governo do Estado. A secretaria também informou que continuará a oferecer suporte psicológico aos familiares.
O caso, que envolveu seis pacientes transplantados no estado, foi considerado sem precedentes e inadmissível pelas autoridades de saúde. A infecção ocorreu após a confirmação de que dois doadores testaram positivo para o HIV.
Investigações conduzidas pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, Polícia Civil e Conselho Regional de Medicina revelaram que o laboratório PCS Saleme, contratado para realizar exames de sorologia, emitiu laudos fraudulentos que não detectaram a presença do HIV nos órgãos dos doadores.
Após a revelação do escândalo, o laboratório foi interditado pela Vigilância Sanitária estadual e o contrato com o governo foi rescindido. A situação levou à renúncia da direção da Fundação Saúde.